Não há problemas (Jack Griffin)
Aos seis anos de idade, Johnny ia de carro com o pai quando este foi apanhado em excesso de velocidade. O pai meteu uma nota de vinte dólares dentro da carta de condução que entregou ao policial. “Não há problema, menino”, disse o pai. “Toda gente faz o mesmo”.
Quando tinha oito anos, assistiu a uma reunião familiar em que se estudava o modo mais eficaz de aldrabar a declaração do Imposto de Renda. “Não há problema, menino”, disse o tio. “Toda gente faz o mesmo”.
Quando tinha nove anos, a mãe o levou ao teatro. O empregado da bilheteria dizia que já não havia bilhetes, mas a mãe com mais cinco dólares resolveu a situação. “Não há problema, menino”, disse a mãe. “Toda a gente faz o mesmo”.
Aos doze anos, partiu os óculos quando ia para a escola. A tia convenceu a companhia de seguros, de que eles foram roubados e receberam 75 dólares. “Não há problema, menino”, disse a tia. “Toda gente faz o mesmo”.
Aos quinze anos, jogava futebol na equipe do colégio, e o treinador ensinou-o a pressionar o adversário, agarrando-o pela camisa sem que ninguém visse. “Não há problema, menino”, disse o treinador. “Toda a gente faz o mesmo”.
Aos dezesseis anos foi trabalhar, durante o verão, num supermercado. Foi avisado pelo gerente que tinha por os morangos demasiado maduros no fundo das caixas e os melhores em cima, bem à vista. “Não há problema, menino”, disse o gerente. “Toda a gente faz o mesmo”.
Aos dezenove anos, foi abordado por um aluno mais adiantado que lhe ofereceu as respostas a um exame por cinqüenta dólares. “Não há problema, menino”, disse-lhe o jovem colega. “Toda gente faz o mesmo”.
Johnny foi apanhado e expulso. “Como pudeste fazer uma coisa dessas a mim e tua mãe e à família?” Gritou o pai. “Cá em casa não te ensinamos essas coisas”.
(Jack Griffin, in revista Dirigir, nº 69)
Aos seis anos de idade, Johnny ia de carro com o pai quando este foi apanhado em excesso de velocidade. O pai meteu uma nota de vinte dólares dentro da carta de condução que entregou ao policial. “Não há problema, menino”, disse o pai. “Toda gente faz o mesmo”.
Quando tinha oito anos, assistiu a uma reunião familiar em que se estudava o modo mais eficaz de aldrabar a declaração do Imposto de Renda. “Não há problema, menino”, disse o tio. “Toda gente faz o mesmo”.
Quando tinha nove anos, a mãe o levou ao teatro. O empregado da bilheteria dizia que já não havia bilhetes, mas a mãe com mais cinco dólares resolveu a situação. “Não há problema, menino”, disse a mãe. “Toda a gente faz o mesmo”.
Aos doze anos, partiu os óculos quando ia para a escola. A tia convenceu a companhia de seguros, de que eles foram roubados e receberam 75 dólares. “Não há problema, menino”, disse a tia. “Toda gente faz o mesmo”.
Aos quinze anos, jogava futebol na equipe do colégio, e o treinador ensinou-o a pressionar o adversário, agarrando-o pela camisa sem que ninguém visse. “Não há problema, menino”, disse o treinador. “Toda a gente faz o mesmo”.
Aos dezesseis anos foi trabalhar, durante o verão, num supermercado. Foi avisado pelo gerente que tinha por os morangos demasiado maduros no fundo das caixas e os melhores em cima, bem à vista. “Não há problema, menino”, disse o gerente. “Toda a gente faz o mesmo”.
Aos dezenove anos, foi abordado por um aluno mais adiantado que lhe ofereceu as respostas a um exame por cinqüenta dólares. “Não há problema, menino”, disse-lhe o jovem colega. “Toda gente faz o mesmo”.
Johnny foi apanhado e expulso. “Como pudeste fazer uma coisa dessas a mim e tua mãe e à família?” Gritou o pai. “Cá em casa não te ensinamos essas coisas”.
(Jack Griffin, in revista Dirigir, nº 69)

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